27/01/2026 às 12h48
Por Sandra Peixoto (Ascom - Fecomércio/AL)
A conscientização sobre o combate à violência contra mulheres e meninas foi o objetivo do Dia Laranja promovido na manhã de ontem (25), na orla de Maceió, pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Alagoas, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Alagoas (OAB AL), por meio da Comissão Especial da Mulher (CEM).
A temática foi abordada de forma lúdica com a apresentação da Companhia Teatro do Imaginário e com a promoção de serviços gratuitos de aferição de pressão, teste de glicemia, massagem e design de sobrancelha, além de orientações jurídicas a mulheres.
De acordo com o diretor financeiro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Manoel Baía, a promoção do Dia Laranja acontece todo dia 25 de cada mês e busca aproximar a sociedade de informações e serviços essenciais. “É um trabalho de esclarecimento. Muitas vezes a mulher não identifica que está sofrendo violência psicológica, moral ou financeira. Estar aqui, dialogando e orientando, pode ser o primeiro passo para que ela procure ajuda”, destacou.
O Sesc e o Senac contribuíram com serviços voltados à saúde, ao bem-estar e à valorização feminina, criando um ambiente acolhedor para tratar de um tema sensível. Para a analista de gestão do Sesc, Marianna Gazzaneo, levantar essa bandeira do combate à violência contra a mulher se faz necessário diante dos índices de violência. “Estamos aqui para sensibilizar a sociedade, oferecendo serviços de saúde, atividades culturais e informação, mostrando que esse combate precisa ser permanente”, afirmou. Já a analista do Senac, Alainne Souza, ressaltou que ações de cuidado também fortalecem a mulher. “O bem-estar físico e emocional ajuda a criar um espaço mais tranquilo para falar sobre um assunto tão sério”, pontuou.
Ainda na ação, advogadas da CEM ficaram a postos para orientações jurídicas e reforçaram a importância de criar um espaço seguro para o acolhimento. Segundo a advogada Larissa Moura, secretária-geral da Comissão, a proposta é orientar sobre direitos e medidas protetivas. “Estamos aqui com serviços jurídicos para que as mulheres consigam consultar se tiverem algum processo contra a violência para a gente dar orientações sobre como pedir medida protetiva ou como consegui-la. Estamos aqui para orientar, para conscientizar, para oferecer um espaço seguro para a mulher, tanto juridicamente, quanto com outros serviços”, explicou.
A população que passou pela orla aprovou a iniciativa. A participante Roseana Carneiro destacou a qualidade do atendimento e defendeu que o tema seja debatido com mais frequência. “Isso precisa estar nas escolas, na TV, no rádio. Violência não é normal e precisa ser discutida”, afirmou. Já Eulália Joana ressaltou que a conscientização amplia a percepção sobre formas não físicas de violência. “O desrespeito verbal já é um sinal. Falar sobre isso ajuda a gente a se proteger”, disse.
A programação cultural ficou por conta da Companhia Teatro do Imaginário, que abordou a temática de forma sensível e acessível. De acordo com as atrizes Beth Miranda e Carmen Freire, a apresentação buscou mostrar que a violência vai além da agressão física e que é possível recomeçar. “A ideia é alertar sem agredir, mostrar que não há vergonha maior do que abrir mão do direito de viver bem”, concluiu Carmen.
Beth Miranda acrescentou que o espetáculo apresentado foi construído de forma coletiva, a partir de pesquisas sobre a realidade atual da violência contra a mulher. “A gente procura retratar diferentes tipos de violência, como a patrimonial, que muitas mulheres ainda não reconhecem, além da física e da psicológica. A mensagem principal é que não é preciso ficar em silêncio. Existem redes de apoio, amigos, família e instituições que podem ajudar no recomeço”, reforçou.