13 de outubro de 2020

Jessé Batista vai abordar a trajetória do Hip-Hop, sua função social e política

Ele é um dos oito artistas alagoanos que participa do projeto Sesc Cultura ConVida

O movimento Hip-Hop, como formação social, política e educacional para juventude a partir da experiência com o grupo QuilomBrothers Crew, será abordado pelo artista e pesquisador Jessé Batista. Ele é um dos oito alagoanos que participam do Sesc Cultura ConVida, projeto nacional que tem a finalidade de incentivar a produção artística em todas as vertentes e levar as apresentações para dentro das casas da plateia. Será uma live sobre arte-educação com o tema “Formação e práticas coletivas no grupo de dança QuilomBrothers”, no dia 14.10, às 16h30, pelo canal https://youtu.be/AcI0Z1yqQvw .

O QuilomBrothers Crew é um grupo de Breaking do município de União dos Palmares (AL), formado por jovens dançarinos, que desenvolveu produções artísticas, culturais, participações em eventos, festivais de dança e Hip-Hop em vários estados brasileiros, desde 2008. O grupo de União é o único do interior de Alagoas a compor os temas da programação nacional do ConVida.

Jessé vai apresentar a experiência do grupo, os caminhos percorridos e a sua influência para formação identitária. Na oportunidade, o artista vai traçar um mapeamento sobre o Hip-Hop e o que o grupo desenvolve em seus trabalhos artísticos, que hoje transitam entre ações voltadas ao Hip-Hop e as artes cênicas. “As manifestações artísticas ligadas ao Hip-Hop surgiram no intuito de transgredir positivamente os padrões sociais impostos à juventude no contexto da época, tornando-os protagonistas de uma nova organização e funcionando como alternativa ao sentimento de inadequação e incertezas tão presente na maioria dos jovens acerca de um futuro”, comenta Jessé.

Sobre o artista

Jessé é B.boy, artista da dança, formado como técnico de Dança pela Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e graduado na Licenciatura em Dança nessa mesma universidade.

Ele participou de projetos, como “Nuvens Enraizadas com a Cia dos Pés”, contemplado com o prêmio Funarte Artes na Rua, em 2014; foi colaborador em pesquisas e processos coreográficos com o Laboratório do Movimento (LabMov) – grupo de extensão da Escola Técnica de Artes, entre 2014/2016; é um dos fundadores e participantes do Código 8 Coletivo de Dança 2014/2016.

Em 2013, Jessé iniciou as pesquisas de solo em dança e criou seu primeiro trabalho intitulado como “Encenações Urbanas” que foi estreado, em 2015, no Sesc Alagoas. Em seguida, começou um novo solo de dança Realidade Apropriada Libera Evidência (R.A.L.E), que foi premiado pelo Fomento de Incentivo à Cultura Alagoana (FICA), Prêmio Diogo Silvestre 2016, fazendo parte também do projeto Gesto idealizado e realizado junto ao Sesc Alagoas, em 2017.

Em 2019, fez parte do projeto Palco Giratório. E em 2020, iniciou a criação de um trabalho com o grupo QuilomBrothers intitulado “Da ponte pra cá”, que foi premiado com o Prêmio Descentrarte, pela Funarte 2019.