27 de junho de 2012

Ateliê SESC de Cinema


A partir da ansiedade daqueles que “pouco” enxergam, o documentário Janela da Alma faz um ensaio poético sobre o que é olhar. Depoimentos como o do escritor José Saramago, do músico Hermeto Pascoal, do cineasta Wim Wenders e do fotógrafo cego Bavcar ilustram a dificuldade de ver as coisas como elas são. Essa é apenas uma mostra da programação do Projeto de Audiovisual Ateliê SESC de Cinema.

O projeto é desenvolvido pela Coordenação de Arte e Cultura do SESC Alagoas. A programação conta com exibições dos filmes longas-metragens “A Ostra e o Vento” de Walter Lima Júnior, “Janela da Alma” de João Jardim e Walter Carvalho, e “Dona Flor e seus Dois Maridos” de Bruno Barreto, além de uma mostra de curtas-metragens de ficção. Os filmes serão exibidos gratuitamente, todas as quintas-feiras do mês de julho, às 14h30, no Espaço Linda Mascarenhas.



PROGRAMAÇÃO:
CINE Ateliê 14H30 – Quintas-feiras
Espaço Cultural Linda Mascarenhas


05/07 – Filme: A ostra e o vento
Classificação: 12 anos
Duração: 116 minutos
Direção: Walter Lima Júnior

A jovem Marcela vive com seu pai em uma ilha, o contato com o mundo exterior acontece por intermédio de quatro marinheiros que, regularmente, levam provisões aos ilhéus. Quando Marcela se torna adolescente, porém, começa a sentir o aflorar de sua sexualidade e o desejo de viver intensamente.


12/07 – Janela da Alma
Classificação: Livre
Duração: 73 minutos
Direção: João Jardim e Walter Carvalho

A partir da ansiedade daqueles que “pouco” enxergam, o documentário faz um ensaio poético e bem humorado sobre o que é olhar. Depoimentos como o do escritor José Saramago, do músico Hermeto Pascoal, do cineasta Wim Wenders e do fotógrafo cego Bavcar ilustram a dificuldade de ver as coisas como elas são.


19/07 – Mostra: Universo popular e escape
Classificação: 14 anos
Duração: 78 minutos
O programa apresenta três ficções e três documentários, obras extremamente autorais que se destacaram em festivais pela admirável desenvoltura com que seus cineastas dominam formas cinematográficas fora do padrão.
– A psicose (de Valter de Eduardo Kishimoto, SP, 2007, Experimental, Colorido, 15 min);
– Ismar (de Gustavo Beck, RJ, 2007, Documentário, Colorido, 12 min);
– O brilho dos meus olhos (de Allan Ribeiro, RJ, 2006, Ficção, Colorido/PB, 10 min);
– Sweet Karolynne (de Ana Bárbara Ramos, PB, 2009, Documentário, Colorido, 15 min;
– Vida de Davi (de Fernando Rocha, SP, 2008, Documentário, Colorido, 13 min);
– Viva o terceiro mundo (de Rene Brasil, SP, 2005, Ficção, Colorido, 13 min).
26/07 – Serras da desordem
Classificação: 10 anos
Duração: 135 minutos
Direção: Andrea Tonacci

Carapirú é um índio nômade que, após escapar do massacre de seu grupo familiar em 1978, perambula sozinho pelas serras do Brasil Central até ser capturado, dez anos depois, a 2 mil quilômetros de distância do seu ponto de fuga/partida. Levado para Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo, torna-se manchete nacional e centro de polêmica criada por antropólogos e linguistas quanto à sua origem e identidade.

27 de junho de 2012